Talvez melhor que o primeiro. Menos briga, menos sangue, mas a violência continua. Só que dessa vez intercalada com diálogos interessantes, principalmente entre Bill (David Carradine) e Beatrix Kiddo (Uma Thruman). Acho que não devia ter dito o nome dela. Mas deixa.
Os clichês propositais são muito bem satirizados. Aquela velha história do guerreiro - no caso, Beatrix - que vai aprender com um mestre sábio e exótico - no caso, Pei Mei (Chia Hui Liu) - que mora em algum templo afastado da civilização. O velho humilha, pisa, esnoba e o aprendiz sofre, sofre, mas agüenta firme. No final, o pupilo ganha a simpatia de seu tutor, que diz que todo aquele rigor foi necessário. São os ensinamentos de Pei Mei que ajudam a protagonista a escapar da morte e a concluir seu principal objetivo.
Destaque para a morte (na verdade não aparece ela morrendo) de Elle Driver (Daryl Hannah), para a seqüência em que Kiddo lembra o que aconteceu logo após descobrir que estava grávida e para a útima cena do filme. Curiosa a pequena participação de Samuel L. Jackson como o organista de igreja Rufus. Um simples diálogo e pronto. "Love Me Tender". Tarantino deve gostar do rapaz. Já é seu terceiro filme com a participação do ator.
Detalhe que eu baixei o vídeo de um cara que filmou no cinema. No final do filme dá pra ver as pessoas se levantando. Mas tudo bem, a imagem até que é legal. Quem quiser...
Vontade de mudar. Medo da vontade. Raiva do Medo.
Kill Bill - Volume 1
Antes, só uma pergunta. Porque jorra tanto sangue quando alguém tem um braço, perna ou cabeça decepada? Não, sério. Os moribundos parecem um chafariz. Foram usados 450 galões do líquido vermelho nos dois volumes. O exagero chega a ser engraçado. Não sei se essa era a intenção. Enfim, deve ter uma explicação, ou não.
Sinopse: A Noiva (Uma Thurman) é uma perigosa assassina, que trabalha em um grupo liderado por Bill (David Carradine) e que é composto principalmente por mulheres. Ela está prestes a se casar com Bill, mas no dia de seu casamento seu noivo e companheiras de trabalho se voltam contra ela, quase a matando. Ela fica 5 anos em coma, até despertar com um único desejo: vingança. (www.adorocinema.com)
O filme é legal. Prolixo e lacônico ao mesmo tempo. Tarantino alonga demais alguns parênteses, contudo, encurta várias seqüências com muitos "tantos anos (meses ou dias) depois". A trilha sonora é qualitativamente estranha e estrategicamente repetitiva. Cenas com o mesmo contexto, como as que a Noiva lembra do acontecido e parte para o ataque, são precedidas sempre pela mesma música ou efeito sonoro. O desenho animado passado no meio da trama tem traços fortes. São movimentos rápidos, contundentes. Dramatizou no ponto certo. Destaque para a cena em que a pequena O-Ren Ishii (Lucy Liu) quase deixa escapar a palavra "lamúria" enquanto vê, escondida debaixo da cama, seus pais serem assassinados. Sutil. A película tem ainda várias falas em japonês. Falando nisso, dizem que a versão japonesa possui ainda mais violência explícita que a americana. Deve ser um absurdo.
Uma Thruman se encaixou bem no papel. Apesar de passar boa parte do filme espancando alguém, a loira dá uma ironia cômica especial ao sadismo de seu personagem. Outro destaque: para a cena em que ela tenta reavivar o dedão do pé com a força da mente. Muito boa.
No final, que não é um final, dá aquele gostinho de "quero baixar o volume 2 agora!". To baixando já. Acho que recomendo. Se valer alguma coisa minha indicação.
Como assim, Chico?
"Desculpem. Tem dia que eu fico pensando...por que diabos eu insisto nessa profissão..."
(Chico Buarque ao errar a letra de
O Quereres num show com Caetano Veloso)
...
Ainda bem que ele continuou insistindo.
...
O Quereres
(Caetano Veloso)
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão
Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim
pensado por Claudio Mendes 5:56 PM
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Sábado, Julho 10, 2004
Assassinato em ato de amor
Bernard Heginbotham é açougueiro aposentado e vive na cidade inglesa de Lancashire. Ele tem 100 anos. Degolou a sua mulher, Ida, que tinha 87 anos. Ida era tratada numa clínica perto de sua casa mas devido ao agravamento de sua saúde teria de ser transferida para uma clínica muito distante. Bernard sempre cuidou dela mas com a mudança de hospital não mais conseguiria vê-la todos os dias. E por isso a matou. Na quinta-feira 8 a Justiça inglesa considerou Bernard inocente. Na sentença de absolvição o juiz Brian Leveson escreveu que o réu "tem sentimentos de culpa profundos". Mais: escreveu que o açougueiro Bernard "matou num ato de amor". Eles estavam casados há 67 anos quando o crime aconteceu.
(Fonte:
Istoé)
Que coisa. Lembrei: "...já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar".
pensado por Claudio Mendes 5:37 AM
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Sexta-feira, Julho 09, 2004
Olhem só eu, segundo à Annya. Nada a ver. hehe.
E essa cerveja aí? Tsc...tsc...eu nem bebo!
pensado por Claudio Mendes 12:35 PM
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Não, não estamos brigados.
Só longe e espaçados.
E a saudade é muita.
E ainda falta muito.
Agüentar é preciso.
Sonhar, um alívio.
Acordar, um martírio.
Adorar, crescente.
Voltar, urgente.
pensado por Claudio Mendes 12:17 PM
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Quinta-feira, Julho 08, 2004
E mais um dia amanhece. Um dia a menos. Pro encontro.
pensado por Claudio Mendes 6:18 AM
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Quarta-feira, Julho 07, 2004
Deixa o verão pra mais tarde. Pra hoje. De noite.
pensado por Claudio Mendes 2:23 PM
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Terça-feira, Julho 06, 2004
Muito besta essa. Mas meu blog anda muito sério.
pensado por Claudio Mendes 8:05 PM
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"Queria poder paralisar aquele momento
Aquele seu estar que tanto me fez bem
Você estava feliz. Só que denovo eu tento
Mas agora é o seu ser que me convém
Seja o que for, seja de verdade
Esteja como estiver, esteja com saudade
Queria mesmo é fazer parte do seu ser, estar e tudo mais
Pois só você fez um estar inédito virar um ser capaz
De durar mais que a eternidade
E nos levar ao limite da idade"
(Autor desconhecido)
pensado por Claudio Mendes 4:28 AM
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...tateou o interior externo de sua calça procurando a chave. Não só isso. Aproveitou-se do aproximar inerente ao carregar para deliciar-se com o destilo de seu perfume. Chegaram a seu apartamento e rapidamente ao sofá. O passeio já os deixara um tanto quanto íntimos. Conversas e bebidas-boas-vindas. Mais intimidade. Quarto. Cama. Remotas e súbitas vontades apossaram-se dele. Já não se agüentava mais do lado do controle. Investiu no canal proibido então. Resistência cheia de segundas. Pensou em desistir, mas percebeu a lassidão da capacidade de discernimento do que era certo ou errado dela. Sua ofegante respiração não a deixava mentir. Já estava entregue. Enfim, satisfez todas suas veleidades sexuais naquele corpo cálido...
pensado por Claudio Mendes 4:19 AM
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SAMBA
Quero escutar:
- Fala Mangueira! (1968)
- Cartola II (1976)
- Nelson Cavaquinho (1973)
- Minha Querida Portela (1972)
- Paulinho da Viola (1971)
- Clara Nunes - Alvorecer (1974)
- Jorge Ben - Samba Esquema Novo (1963)
Alguém me empresta algum?
pensado por Claudio Mendes 2:56 AM
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