Elocução

Desabafos de um quase-egresso...



Segunda-feira, Novembro 29, 2004

E quando a não-rotina começar a virar rotina?
E quando o diferente parece sempre igual?
E quando o distante parece mais longe ainda?
E quando a vontade, ou a falta dela, atrapalha o talento?
E quando querer tanto atrapalha o proveito?
E quando ter tanto atrapalha o sentimento?
E quando há tanta gente e ao mesmo tempo tanto vazio?
E quando a disposição só vem junto com a ausência?
E quando o sorriso só vem junto com o medo?
E quando a vida vem junto com o risco?
E quando...? Quando?
Agora. E agora?

pensado por Claudio Mendes 9:15 PM |


Quarta-feira, Novembro 24, 2004



Vulcani. Todo domingo, no Hey Ho.
Inclusive no domingo de Ceará Music.

pensado por Claudio Mendes 10:31 AM |


Sexta-feira, Novembro 12, 2004

Tentei fazer uma rota simples e direta
Dos ouvidos ao coração
Para perpetuar tuas palavras
Que hoje ainda ecoam na minha cabeça
Que virem memórias então
Que contem histórias, paixão
Porque ouvi-lo da pessoa amada
Com o consentimento de seus olhos
É como uma utopia alcançada
Uma bonita poesia sem rima
Um meio com jeitinho de começo
Um beijo com gostinho de primeiro
Um final eternamente nostálgico
Um abraço realmente apertado
Que cravem no peito, então
Que vivam até o sempre, no caixão

pensado por Claudio Mendes 3:42 AM |


Segunda-feira, Novembro 08, 2004



Parabéns, irmão. Perdoe esse amigo desleixado. Felicidades para toda a sua vida.

pensado por Claudio Mendes 5:59 AM |


Quinta-feira, Novembro 04, 2004

"A minha namorada é tão bonita, tem olhos como besourinhos do céu. Tem olhos como estrelinhas que estão sempre balbuciando aos passarinhos... É tão bonita! tem um cabelo fino, um corpo de menino e um andar pequenino. E é a minha namorada... vai e vem como uma patativa, de repente morre de amor. Tem fala de S e dá a impressão que está entrando por uma nuvem adentro... Meu Deus, eu queria brincar com ela, fazer comidinha, jogar nai-ou-nentes. Rir e num átimo dar um beijo nela e sair correndo. E ficar de longe espiando-lhe a zanga, meio vexado, meio sem saber o que faça... A minha namorada é muito culta, sabe aritmética, geografia, história, contraponto. E se eu lhe perguntar qual a cor mais bonita ela não dirá que é a roxa porém brique. Ela faz coleção de cactos, acorda cedo vai para o trabalho. E nunca se esquece que é a menininha do poeta. Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer ir à Europa? ela diz: Quero se mamãe for! Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer casar comigo? ela diz... - não, ela não acredita. É doce! gosta muito de mim e sabe dizer sem lágrimas: Vou sentir tantas saudades quando você for... É uma nossa senhorazinha, é uma cigana, é uma coisa. Que me faz chorar na rua, dançar no quarto, ter vontade de me matar e de ser presidente da república. É boba, ela! tudo faz, tudo sabe, é linda, ó anjo de Domremy! Dêem-lhe uma espada, constrói um reino; dêem-lhe uma agulha, faz um crochê. Dêem-lhe um teclado, faz uma aurora, dêem-lhe razão, faz uma briga...! E do pobre ser que Deus lhe deu, eu, filho pródigo, poeta cheio de erros. Ela fez um eterno perdido..."


(Vinícius de Moraes)

pensado por Claudio Mendes 3:25 PM |



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